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Uma viagem no tempo pela Belém da Belle Époque

Mês de julho, em Belém, é sinal de finais de semana mais calmos na cidade, pois as férias escolares levam muitas pessoas aos municípios do interior e para fora do Estado. Mas sempre há quem prefira ficar na capital e também os que vêm de fora para conhecer a acolhedora Cidade das Mangueiras. Para quem deseja aproveitar o que Belém tem de melhor, o projeto UFPA em Série, neste mês de julho, preparou reportagens especiais sobre o rico patrimônio, os principais cartões postais e as  belezas históricas dessa importante cidade da Amazônia. Na primeira reportagem do UFPA em Série: Patrimônio Público vamos mostrar que passear pela Belém da Belle Époque pode ser uma viagem no tempo. Boa leitura!

As construções realizadas durante o período colonial, hoje, abrigam museus, restaurantes, praças, prédios e igrejas que oferecem uma gama de pontos turísticos à cidade, além de promover passeios agradáveis que apresentam diversas oportunidades de se conhecer a realidade histórica da Amazônia.

Os paraenses que não viajaram neste mês de férias, bem como os turistas interessados em descobrir fatos relacionados aos principais pontos turísticos da Capital do Pará terão a oportunidade de participar da programação especial do projeto “Roteiro Geoturístico” realizado pelo Grupo de Pesquisa de Geografia do Turismo da Universidade Federal do Pará (GGeotur/UFPA): um passeio pelas construções da Belle Époque.

Luxo e glamour - Na Era da Borracha ou Ciclo da Borracha, Belém vivenciou na Belle Époque momentos de luxo e glamour. A capital paraense, na época, era considerada uma das cidades brasileiras de maior desenvolvimento e umas das mais prósperas do mundo, pois possuía uma posição estratégica, no litoral, e sediava um grande número de residências de seringalistas, casas bancárias e outras importantes instituições.

A capital tinha tecnologias que outras cidades do sul e sudeste do Brasil ainda não conheciam. Havia na cidade o Cinema Olympia, que hoje é considerado o cinema mais antigo do Brasil em funcionamento, era um dos mais luxuosos e modernos daquele tempo. A cidade também desfrutava do famoso Teatro da Paz, inspirado no Teatro Scala, de Milão, o Palácio Antônio Lemos, a Praça Batista Campos, entre outros.

Todos esses lugares históricos ainda existem, e muitos fazem parte do roteiro geoturístico, que retrata a história e a geografia da cidade durante o período da borracha, principalmente do apogeu da Belle Époque.  O passeio mostra a forma e atuação desses espaços na atualidade.

Conhecendo as principais obras da Belle Époque - O passeio inicia no cinema Olympia, seguindo para a praça das sereias, prédio do IEP, Avenida Nazaré, Palacete Bolonha, Praça da República e seus monumentos, Teatro da Paz, bar do Parque, Corredor das Mangueiras, gastronomia, rua santo Antonio e o Paris N’America.  Após isto, percorre as ruas de Leão XIII e Gaspar Viana, para em fim chegar à praça dos estivadores.

Roteiro Geoturístico - O projeto teve inicio em 2011 e busca mostrar a história da Capital paraense sob uma ótica diferente. Além do olhar geográfico e turístico, os roteiros, ofertados pelo projeto, possibilitam a integração entre outras áreas que também contam a história de Belém, como a arquitetura, a museologia e a própria história, possibilitando a educação patrimonial aos seus participantes.

Segundo a coordenadora do projeto, a professora Maria Goretti Tavares, o projeto desenvolve outros três roteiros: Cidade Velha; Do Ver-o- Peso ao Porto; e Pelo Interior do Bairro da Campina. Além destes, o projeto está preparando um novo percurso que será no Bairro do Reduto.

 “A importância de passear pelas ruas e centros históricos de Belém, é dada pela possibilidade da população valorizar e reconhecer o nosso patrimônio cultural, natural, material e imaterial. Assim como pela possibilidade da educação patrimonial e a valorização do turismo patrimonial”, afirma Maria Goretti.

O Roteiro é realizado quinzenalmente, sempre aos sábados, de 8h da manhã às 12h. Para solicitar inscrição ,basta encaminhar email para roteirosgeoturisticos@gmail.com.

>> Leia nesta quinta-feira, 18: A Belém desenhada por Antônio Landi

Texto: Beatriz Santos- Assessoria de Comunicação da UFPA
Fotos: Alexandre Moraes e reprodução / Google

Publicado em: 17.07.2013 18:05